HORA CERTA

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Quando se esperava paz, clima de guerra volta a dominar cenário entre Alepe e Palácio das Princesas

 

O ano de 2023 foi de permanente embate entre a governadora Raquel Lyra e o Poder Legislativo na figura de seu personagem principal, o deputado estadual Carlos Porto. Para 2024 prenunciava-se uma melhora significativa no relacionamento do Executivo com o Legislativo depois que a governadora sancionou, sem vetos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) apesar das emendas feitas pelos deputados. Havia nos bastidores uma disposição para derrubar qualquer veto mas como isso não ocorreu os ânimos serenaram. A partir desta segunda-feira, porém, a confusão voltou a tomar conta do cenário depois que, em ação com sua própria assinatura, Raquel recorreu ao STF pedindo declaração de inconstitucionalidade em três artigos da LDO, exatamente os que haviam sido acrescidos pela Alepe.
“O clima é de guerra”, comentou esta terça-feira um deputado da base governista, referindo-se a uma mensagem que o presidente Álvaro Porto enviou para todos os líderes partidários, convidando-os para uma reunião esta quinta no final da manhã com o objetivo de examinar ação judicial para obrigar a governadora a pagar 48% das emendas parlamentares não quitadas em 2023 e apresentar projeto criando as chamadas “ emendas de bancada” nas quais um grupo de parlamentares se juntam e destinam recursos para uma obra em particular. O sistema já é adotado na Câmara Federal.
A falta de diálogo foi citada mais uma vez pelo deputado Alberto Feitosa (PL), maior opositor à governadora na Alepe, como responsável pelo recrudescimento das animosidades. Ontem, apesar da presença de poucos parlamentares na Assembléia o presidente estava na casa e se reuniu com um grupo para elaborar a nota que soltou no final da tarde cheia de recados nas entrelinhas. Um deles foi de chamar para abriga os demais poderes que serão beneficiados ( quatro abaixo) caso o Palácio perca no STF a ação interposta por Raquel. O valor total que os poderes têm a receber é de R$. 384 milhões. Só ao Tribunal de Justiça ficaria com R$ 177 milhões. A alepe com R$ 71 milhões o MPPE com R$ 65 milhões e o TCE com R$ 51 milhões. A nota também critica a falta de ação do Governo em áreas básicas como saúde, educação e segurança, informando que recursos existem e foram aprovados pelos deputados, inclusive um empréstimo R$ 3,4 bi que o estado tomou junto ao BB e CEF em 2023.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

PM DEBELA PONTO DE VENDA DE ENTORPECENTES EM SÃO DOMINGOS NO BREJO DA MADRE DE DEUS

  Durante a Operação Roda de Fogo, policiais militares do 24º BPM prenderam dois homens e apreenderam entorpecentes, na Rua Colômbia no dist...